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A Freguesia - Historial
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Ribafeita,
freguesia do concelho de Viseu, distrito de Viseu,
abrange urna área aproximada de 22000 hectares. Fica
situada na margem
esquerda do Rio Vouga, distando 15 quilómetros da sede
do concelho e 7 de São Pedro do
Sul.
Esta freguesia está limitada pelas
freguesias de Calde, Lordosa e Bodiosa. Os lugares que a
constituem são os seguintes: Casal, Covelas, Lustosa,
Lufinha, Ribafeita, Seganhos e Gumiei.
O nascimento da freguesia remonta a
tempos muito antigos. Ribafeita já vem
mencionada em documentos datados
de 1104. As "terras"
de Ribafeita faziam parte dos julgados medievais de
Lafões
e de Viseu, como o comprovam
as Inquirições de 1258. A antiga
freguesia era abadia do padroado real.
Há na freguesia uma
curiosa lenda acerca de um
dos sinos da igreja
matriz. Como
o timbre do sino era tão
harmonioso, um dos bispos de
Viseu cobiçou-o para as torres da Sé.
Apesar da resistência do povo, o
bispo apoderou-se dele por força das armas.
Com espanto se verificou que o
sino, içado na catedral, perdera a "fala".
A população de Ribafeita de novo o colocou na igreja
matriz, recuperando assim a sua primitiva voz.
Uma das
personalidades de grande relevo desta freguesia foi o
Doutor Samuel Maia, médico-escritor
nascido em Ribafeita, em
1873, segundo uns, e em 1874,
segundo outros. Samuel Maia
formou-se em Medicina pela Escola
Médico-Cirúrgica de Lisboa e consagrou-se como
escritor com o romance
"Sexo Forte"
e com a novela "Língua de Prata"
(1929). As primícias literárias de Samuel Maia acontecem
dentro do modo lírico, com o debutante "Livro
da Alma" (1894). Deixou-nos
várias obras, entre os quais os romances
"Mudança de Ares",
"Luz Perpétua"
(1923), "Dona sem Dono"
(1936 - Prémio Ricardo Malheiros,
da Academia das Ciências), "História
Maravilhosa de Dom Sebastião, Imperador do Atlântico"
(1940); algumas novelas; peças de teatro; livros de
viagens; colaboração literária dispersa em jornais e
revistas; opúsculos vários de educação higiénica
- "Arte de
Ter Saúde" e manuais de medicina
doméstica. Representou ainda o
país em diversos Congressos no estrangeiro.
O livro "O Vinho"
(Propriedades e Aplicações) vendeu cerca de trinta mil
exemplares na década de trinta.
Outra figura que se destacou foi a
Madre Rita Amada de Jesus. Nasceu a 5 de Março de 1848.
Desde muito jovem que sentiu o desejo de se consagrar
à
Igreja para a salvação das almas. Viveu a evangelizar
crianças, adolescentes desamparados, pobres e as
famílias. Iniciou o seu apostolado aos 18 anos
percorrendo algumas freguesias, fazendo orações nas
capelas. Fundou a "Congregação
Jesus Maria José”, a qual teve o seu primeiro colégio
numa das povoações da
Freguesia.
O Instituto sofreu perseguições
em Portugal e em 1912 um grupo de religiosas foi para o
Brasil, o qual deu corpo á sua obra. Actualmente o
Instituto está espalhado por vários continentes.
Rita Amada de Jesus foi beatificada em
28 de Maio de 2006, em Viseu.
É ainda de salientar o distinto
médico Francisco Bento Alexandre de Figueiredo
Magalhães, intitulado Conde de Figueiredo Magalhães,
Visconde de Gumiei. Formou-se em Medicina na
Universidade do Porto e ao seu serviço esteve na
Índia. Aqui revelou as suas
qualidades científicas e humanas, no combate a uma
epidemia de cólera. No Brasil ficou à frente de uma Casa
de Saúde, onde tratou os portugueses que lá apareceram,
vindo depois a exercer o cargo de Director Clínico do
Hospital da Beneficiência
Portuguesa, onde continuou a sua obra de benfeitor. As
suas qualidades humanas e o seu reconhecido currículo
científico valeram-lhe várias condecorações
pelos estados brasileiro e português.
O património arquitectónico desta
freguesia é muito rico, destacando-se várias capelas,
fontes e alminhas.
Texto publicado no
CD-ROM "Portugal Século XXI - Viseu, O Nosso País" -
Gabinete de Projecção e Divulgação das Culturas de
Portugal, Matosinhos, 2001
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Turismo
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As atracões
turísticas desta freguesia são o seu vasto património e
as deslumbrantes paisagens. Destacam-se várias Capelas,
Fontenários e Alminhas. Destacam-se também várias casas
centenárias e uma ponte romana sobre o Rio Vouga, em
Covelas, que fazia a ligação entre Viseu e Porto
pela antiga estrada Romana.
O rio Vouga tem nesta
Freguesia duas barragens, a que alimenta uma
mini-hidrica em São Pedro do Sul e uma que alimenta uma
central eléctrica na Freguesia.
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Tradições
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As danças e cantares
mais característicos desta região eram até há uns anos,
divulgados pelo extinto Grupo Etnográfico de Trajes e
Cantares da povoação de Gumiei.
Os trajes mais
utilizados durante as suas actuações eram os seguintes:
Romaria; Ir à missa; Pessoa abastada; lavrador;
malhador; noivos; ver a Deus; patroa; ferreiro e
padeiro.
Os cantares típicos
da freguesia são: Ó bela rapaziada, Dobadoira,
Maçadeiras do meu linho, Ai que me rata os folhos todos,
Senhora do Castelo, Eito fora, As calças do meu Afonso,
Meu maganão, Loureiro, Laurindinha, Oh Arminda, Penteei
o meu cabelo, Ó Morena, Aldeia ó bela Aldeia; cantigas
de trabalho, de Romana, de "Rimance", bem como de
Janeiras, Reis e Natal - Natal dos pobrezinhos, Santana,
Boas Festas, Viemos aqui, Boas Festas da alegria, Barbas
de Farelo, ou ainda de Crença religiosa - Amantar as
Almas, Martírios, Paixão.
Os jogos tradicionais
praticados na freguesia são o jogo da malha, do pião, do
"Vintém" e o jogo de cartas.
Dos pratos tradicionais da freguesia
de Ribafeita destacam-se os seguintes: Bacalhau
à lagareiro, bacalhau com broa,
bacalhau frito com pimentos, vitela assada no forno de
lenha, cabrito ou borrego no forno de lenha, arroz de
cabidela, cozido à portuguesa com
carnes do fumeiro, sardinha assada no forno, bola de
sardinha, bola de vinho de alhos, feijoada de coelho e
caldo de nabos com broa. Estes
pratos regionais podem ainda ser saboreados com o famoso
vinho da região demarcada de Lafões.
Como especialidades da doçaria
regional destacamos o leite creme, o pão-de-ló,
o bolo de São Bento, fritos de
abóbora, fritos de cevada, rabanadas, aletria com ovos e
muita canela e creme de água.
Textos publicados no
CD-ROM "Portugal Século XXI - Viseu, O Nosso País" -
Gabinete de Projecção e Divulgação das Culturas de
Portugal, Matosinhos, 2001
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Património Arqueológico
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Santa Bárbara, Ribafeita
Situadas junto à capela de Santa
Bárbara, existem sete pequenos rochedos com insculturas.
Os motivos que se reconhecem são as espirais e um par de
pegadas. Há ainda um outro motivo, não identificável,
parecido a um zoomorfo.

Acesso:
Na estrada Viseu -
S.
Pedro do Sul, mesmo antes do cruzamento de Gumiei,
junto à Quinta da Corredoura, virar por um caminho à
esquerda que segue ao longo do muro da quinta até à
capela. As gravuras situam-se em pequenas pedras quase
ao nível do solo, à esquerda da capela.
Penedo do Gato, Ribafeita
Penedo com várias insculturas em que
predominam as pegadas, de vários tamanhos. Destruído, em
parte, pelos caçadores de tesouros. O nome, Penedo do
Gato vem da sua semelhança a um felino deitado.

Acesso:
Pela estrada Viseu - S. Pedro do Sul, ir até Gumiei.
Daqui é difícil o acesso, devendo perguntar-se pelo
penedo.
Pedra da Lufinha, Ribafeita
Conhecida como “Pedra da Cobra”,
certamente devido às espirais ali gravadas. São dois
penedos que antes deveriam constituir um só e têm
gravados vários motivos, nomeadamente um labirinto,
espirais e um reticulado.

Acesso:
Na estrada Viseu - S. Pedro do Sul, virar à Lufinha e a
cerca de 300 m antes da povoação, fica no meio de outros
rochedos à esquerda.
Textos e imagens
publicados no Livro
"Roteiro Arqueológico da Região de Turismo Dão
Lafões" -
Ivone Pedro, João L. Inês Vaz, Jorge Adolfo - 1ª Edição:
Viseu, 1994 - Composição e Impressão: Tip. Notícias de
Viseu, Lda.
Lagareta dos Mouros, Seganhos
Este monumento arqueológico fica
localizado na localidade de Seganhos, caminho da Boca,
que dá ligação ao canal da Central Hidroeléctrica.
É constituído por um pio de cerca
1,5m2 e um canal central rectangular para
escorrer os líquidos. Também ligado a este pio, estava
uma outra estrutura, da qual temos apenas o círculo
encostado ao pio onde seriam esmagadas as uvas
.


Acesso:
Na estrada Viseu - S. Pedro do Sul, ir até Seganhos
seguindo pela estrada principal, virar no último
entroncamento à esquerda, no limite da povoação. Seguir
esse caminho em direcção ao canal até encontrar do lado
esquerdo, numa curva apertada, o lagar.
Ponte Romana de Covelas
Situada na povoação de Covelas,
permitia a ligação entre as duas margens do rio Vouga.
Actualmente apresenta só a parte inferior, constituído
por um arco em pedra, uma vez que a parte superior foi
arrastada pelas cheias.

Acesso:
Na estrada Viseu -
S. Pedro do Sul, ir até à
povoação de Covelas, chegando ao pé da capela, seguir o
caminho em direcção ao rio Vouga até à
ponte romana
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